Eu adoro a Sumol, mas os anúncios já me irritam


Sim, que os anúncios quando apareceram eram apelativos. Que os anúncios eram originais e bem aceites pelas pessoas mais novas. Tudo isso é certo. Mas sempre ouvi dizer que o que é demais, enjoa. Assim como assim, já não posso ver os anúncios da Sumol à frente (e isto é chato, porque adoro ir ao cinema e eles passam sempre).

Analisando as mensagens por eles passadas:

"Pratica a coragem"
Hum... Sim, este está bem.
"Pratica a insónia"
Este já não acho bem. Esses adolescentes a quem mandam praticar a insónia normalmente dormem depois até às seis da tarde e se acordarem antes das oito da noite, consideram isso um dia produtivo.
"Pratica o desplante"
Ah okay, então é por isso que se vê por ainda tanta gente com tanta lata.
Pratica o "nem pensar"
Bom, é subjectivo. Se mandarem os jovens ir trabalhar, essa resposta não convém
"Um dia é provável que entres às 9 e saias às 6. Quando esse dia chegar, não lhe fales."
Ai não falam não, que para conseguirem sequer arranjar esse emprego vai ser o cabo dos trabalhos. Mas incitar a não quererem trabalhar é capaz de também não ajudar. Não sei.
"Um dia vais achar que a tua intimidade não é para todos. Quando esse dia chegar, não lhe fales."
Hummmmmm, nem vou comentar.
"Um dia vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente. Quando esse dia chegar, não lhe fales."
Não estou a acompanhar o problema de ser evoluído e consciente.
"Pratica o raro" [jogar raquetes de praia com as mesmas em chamas e potencialmente a causa de uma queimadura grave na cara ou braço]
Olhem, nem sei o que diga. mas que deve ser raro, deve.
"Pratica o não me interessa o que pensas de mim"
Ahhh, então ainda bem que não te interessa.

6 comentários:

B. Cérise disse...

Estou a ouvir B Fachada enquanto leio o teu post e acha que há uma música dele que tem tudo a ver com o que escreveste. O amigo Tozé que o B Fachada tão bem descreve:
“Se é hora de acordar para ir para a escola batalhar/ Não queiras ir Tozé/ Deixa-te dormir/ Tozé tu tem cuidado/ não sejas pau-mandado/ antes louco e malcriado que pensar só de emprestado/ toda a vida te vão dar o mundo já bem mastigado/ tu começa a praticar para não ficares moralizado”.
Acho que os anúncios estão a perder o foco e em vez de ideias 'revolucionárias' estão a promover a má-criação e a desresponsabilização!
Beijinhos*

cereja disse...

Visto deste primas meteu imensa piada ahahha

...Ju... disse...

sim, algumas das frases deixam bastante a desejar!

Lenita disse...

É muito interessante, o tema deste post... de facto, constato que não presto atenção à publicidade (e pelos vistos, ainda bem).

A publicidade é das coisas mais hipócritas que as nossas sociedades conseguiram inventar, e é por isso que a costumo evitar.

Eu sou do tempo em que ainda se fazia boa publicidade, mas há muito que não vejo um bom anúncio.

Em relação às frases citadas no post, achei particularmente interessante a da intimidade ser para todos... será mesmo isto que os miúdos querem ouvir? Bem... se o praticarem, é bem provável que se venham a arrepender amargamente... e nem será preciso chegar à idade adulta...

Ana disse...

Nunca tinha reparado nos anúncios mas , realmente, não têm ponta por onde se pegue...
beijos

Mana Mais Velha disse...

Mais do que serem maus, o que mais me irrita é perceber que muita gente jovem realmente se identificou com estes anúncios.