Quando precisamos de sorte


Mas sabemos que não depende de nós, é tremendamente desesperante. A sorte depende de várias coisas. E o angustiante é saber isso: que a nossa sorte está dependente de outros factores externos. O que por si só significa que não nos basta segurarmos num trevo da sorte nas mãos (estou a dizer isto simbolicamente, claro). Não basta porque o trevo, por muito amoroso que possa ser, não vai ter papel nenhum no processo. Mas tem outro papel fundamental. Mantém-nos crentes. E esperançosos. E isso vale por tudo. Faz-me lembrar de um livro que li certa vez em que uma personagem, desesperada e atormentada pelo futuro, pergunta o que iam fazer agora, o que é que se devia fazer. E alguém lhe responde calmamente: And now... And now we pray.

6 comentários:

Rute disse...

Concordo! Muito bem escrito, como sempre.

mari disse...

ter fé é uma forma de coragem
(e que ela nunca te abandone)**

Just Me disse...

Também concordo!
Quando perdemos a fé, perdemos tudo!

ML disse...

E é que é tal e qual isso. Nesses momentos espero ansiosamente por "algo" e inevitavelmente me vejo a "rezar", a falar, a divagar interiormente na esperança que todos os astros se alinhem e que tudo corra como esperado.

bécas disse...

«Agarramo-nos» sempre a algo!
Muito bem escrito!

B. Cérise disse...

A esperança é sempre a última a desaparecer, por isso devemos sempre acreditar que o dia de amanhã vai ser sempre melhor do que hoje! Pelo menos isso!
bj*