Sempre desconfiei um bocado das pessoas demasiado religiosas


... que vão para encontros pelo mundo para partilhar a sua fé, género Taizé. Tenho a certeza que no meio desses encontros devem existir centenas de pessoas realmente de fé, que estão ali para viver a sua religião.

Mas depois há uma percentagem de pessoas que vão para esses encontros porque sim. Porque é giro, porque estão entre amigos e conhecidos, porque viajam, porque fica bem e porque querem ser perdoadas por Deus. Curiosamente, são as mesmas pessoas que, depois de estarem nesses encontros religiosos,  voltam do seu "retiro" e começam a agir incorrectamente com os outros, se for preciso todos os dias. Dizem as maiores barbaridades, magoam as pessoas que cruzam o seu caminho e quem as apanhar de mau humor.

Conheci duas pessoas assim e isso alterou a minha visão desses encontros. Se é injusto?Não. Não porque sei que esses encontros não espelham estas pessoas. Mas elas vão para lá e voltam de lá a achar-se beatificadas. Tão santas que até se podem dar ao luxo de errar mais umas quantas vezes, porque afinal, para o ano há mais.

3 comentários:

joana disse...

Eu acho que a religião em parte é isso mesmo: querer acreditar que alguém nos desculpa, senão nós mesmos.

Elsa disse...

já fui a uma dúzia de encontros desses e nunca conheci ninguém que viesse de lá a achar-se beatificado. Mas pode ter sido azar meu :)

Carlota Siéva disse...

Não sou religiosa e nunca assisti ou participei em encontros desses, mas concordo com o ponto de visto explícito no post. Faz-me uma confusão imensa ver gente que me condena por não seguir o catolicismo que me foi incutido sem se lembrarem q esse mesmo catolicismo tem regras (acerca de métodos contraceptivos, abortos, homossexualidade e afins). Ter fé é uma coisa, pregar uma religião sem a cumprir é outra.