Das pessoas livres

Admiro aquele tipo de pessoa que, quando lhe perguntamos o que fez de mais aventureiro, de mais louco, de mais apaixonante (na vida) nos responde que não sabe, porque viveu já inúmeras aventuras. Dias e dias e dias de pura vida. A essas pessoas, não lhes basta existir. Têm de viver. Por outro lado, entristece-me aquele tipo de pessoa que, quando lhes perguntamos o mesmo, nos respondem que não sabem. Não se recordam de nada particularmente extravagante. Ousado. Livre. E isto (de me alegrar e entristecer) acontece-me por duas razões.


1- Gostava de ser mais vezes como as pessoas que se lembram de inúmeros episódios.


2- Detestaria viver sem uma única memória que me pusesse o coração a bater com mais força, só de me lembrar do quanto ousei ou fui feliz.
E aqui não falo só de atitudes completamente ousadas. Falo de uma viagem sozinha, de uma ida ao teatro sozinha, de conhecer o casal de idosos ao nosso lado e termos a melhor conversa da nossa vida. Falo de ser Inverno e irmos correr para a praia, com os headphones nos ouvidos. De termos corrido o mundo por alguém. De termos sobrevivido a isto e àquilo e estarmos vivos para contar a história. De dormirmos num aeroporto e conhecermos pessoas adoráveis. De partilharmos partes da nossa vida com alguém. De ajudarmos a salvar uma vida.

De tudo o que nos faz respirar mais fundo e pensarmos: Hello dear World, I'm alive.

6 comentários:

Teresa disse...

Fantástico post, excelente para reflectir!

Pedro Palma (Structurally Diffuse) disse...

Ousado é um dia descobrires que a vivência não se faz sentir na descoberta aventurosa mas sim na partilha desenfreada.

Unknown disse...

será tão booom "olhar" para trás e sentir que valeu a pena :) ...

Joana disse...

eu concordo com o teu segundo ponto. porque eu tenho as minhas aventuras... aquelas maluquices que ainda hoje me deixam acelerada só de lembrar!

mari disse...

que palavras maravilhosas...:)

Turista disse...

Miss Daisy, tantas as loucuras que já cometi...
Gosto desta tatuagem :)